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O que é Lightning Network?

Tempo de leitura: 2 minutos

Uma das principais soluções apresentadas para o conhecido problema da escalabilidade do Bitcoin, a Lightning Network cria uma nova camada em cima da rede da moeda digital mais famosa do mundo, permitindo transações mais baratas e rápidas.

A ideia proposta por Thaddeus Dryja e Joseph Poon em um white paper de 2015, a proposta desenvolve uma rede que fica no topo do blockchain do Bitcoin e, eventualmente, se instala nela.

Essa rede é composta de canais gerados pelo próprios usuários que enviam pagamentos de forma segura. Como as transações são apenas entre uma pessoa e outra, elas não precisam ser transmitidas para toda a rede, sendo assim quase instantâneas.

E tem outra vantagem: como não há mineradores que precisem de incentivo para realizar as operações com agilidade, as taxas são baixas ou mesmo inexistentes.

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Como funciona?

Para começar, as partes que desejam negociar devem configurar uma carteira multisig (multisignature), ou seja, que requer mais de uma assinatura para promulgar uma transação.

Esta carteira contém uma certa quantidade de bitcoin. O endereço da carteira é então salvo no blockchain configurando o canal de pagamento.

Agora as partes podem realizar um número ilimitado de transações sem alterar os dados armazenados no blockchain.

A cada nova operação, ambas as partes assinam um balanço atualizado para definir quanto do bitcoin armazenado na carteira multisig pertence a cada um.

Ao encerrar a transação, o canal é fechado e o saldo resultante é registrado no blockchain. Em caso de desacordo, ambas partes podem usar o balanço assinado mais recentemente para recuperar sua parte da carteira.

Vale mencionar que não é preciso configurar um canal sempre que for negociar via Lightning Network, você pode enviar pagamentos para alguém por meio de canais abertos com outras pessoas com as quais já esteja conectado, pois a rede sempre encontrará o caminho mais curto e mais rápido para concluir a transação.

Onde estamos?

Apesar de ter sido originalmente desenhada para funcionar na rede Bitcoin, a tecnologia está sendo desenvolvida para uma grande variedade de criptomoedas, como Litecoin, Stellar, ZCash, Ether e Ripple.

Em dezembro de 2017, empresas ligadas ao desenvolvimento da Lightning Network revelaram que seu software agora é interoperável. Outra novidade é que as especificações da versão 1 do projeto, que definem as bases do projeto, foram publicadas.

Contudo a rede não está pronta para entrar em funcionamento, uma vez que o software com o qual usuários reais farão transações não foi apresentado. Algumas aplicações até usam a rede para negociar, mas o risco de perda dos fundos de quem se aventura a testá-las antes da hora é enorme.

Além disso, a Lightning Network não pode ser implementada em larga escala até que o SegWit tenha uma adesão mais ampla que atual. E o suporte total a essa ideia pode demorar meses ou até anos.

Em março de 2018, a startup californiana Lightning Labs anunciou o lançamento de uma versão Beta do software, mas o tamanho das transações é limitado, e o lançamento é destinado a desenvolvedores e “usuários avançados”.

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