MERCADO

Turbulência econômica no Irã estimula compra de ativos digitais

Tempo de leitura: 1 minuto

Depois da notícia da saída dos Estados Unidos do acordo nuclear multilateral com o Irã, o país da Ásia Ocidental mergulhou em uma turbulência econômica, que gerou o crescimento do interesse por moedas digitais.

A moeda oficial, o rial, perdeu cerca de um quarto de seu valor nos últimos seis meses, segundo a Forbes.

Em resposta, o governo unificou as taxas de câmbio oficial e de mercado aberto, elevou a taxa de juros e até mandou prender donos de casas de câmbio.

Dessa forma, os cidadãos iranianos ficaram sem acesso ao sistema bancário internacional e não conseguem tirar dinheiro do país. Quer dizer, não conseguiriam, se não fossem as criptomoedas.

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Estima-se que já foram retirados do país mais de US$ 2,5 bilhões em ativos financeiros digitais apesar da proibição dos bancos de negociar esse tipo de ativo, segundo Mohammad Reza Pourebrahimi, presidente da Comissão Econômica do Irã.

Como o Bitcoin é famoso, as pessoas estão recorrendo ao Monero e ao Litecoin para realizar transações.

Atualmente, pelo menos 17 pessoas vendem bitcoins por meio do site LocalBitcoins no país.

Iniciativa governamental

O futuro das moedas digitais no Irã pode não estar comprometido, uma vez que um projeto de criptomoeda apoiada pelo Estado feita em parceria com o sistema bancário já havia sido testada e poderia entrar em funcionamento em breve.

O projeto tem inspiração no Petro, moeda digital estatal da Venezuela, que serve para ajudar o país a driblar as sanções americanas ao mesmo tempo em que arrecada milhões em investimento estrangeiro.

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